
Branca de Neve e os Sete Anões
ERA UMA VEZ um monarca que governava um território distante, onde vivia com a sua pequena filha, chamada Branca de Neve. Sentindo-se muito isolado, o rei resolveu contrair novo matrimónio, crente de que seria positivo para a menina ter uma figura materna. A nova rainha possuía uma beleza invulgar, contudo guardava um coração perverso, nutrindo uma grande inveja por Branca de Neve, que se tornava mais radiante a cada dia que passava.
A cruel madrasta tinha em seu poder um espelho com propriedades mágicas, ao qual questionava diariamente:
- Espelho meu, espelho meu, existirá no mundo alguma mulher com mais beleza do que eu?
E a voz do espelho replicava:
- De forma alguma, minha soberana, continuas a ser a mais bela de todas!
Contudo, numa determinada manhã, ao ouvir a habitual pergunta, o objeto respondeu:
- Possuis um encanto magnífico, minha rainha, porém Branca de Neve é agora a criatura mais bela do mundo!
Cega de raiva, a rainha ordenou a um dos seus caçadores que conduzisse a jovem até à floresta profunda para a executar, exigindo o coração da menina como prova do ato.
No entanto, o homem sentiu compaixão pela jovem e implorou-lhe que fugisse para longe e nunca mais regressasse àquelas paragens.
Perdida na densa mata, Branca de Neve fez amizade com os animais locais, que a acolheram. Caminhando, deparou-se com uma pequenina habitação e bateu à entrada. Constatando que a porta se encontrava destrancada e sem ninguém por perto, resolveu entrar. Tudo naquele espaço era minúsculo: havia sete caminhas alinhadas, pequenas cadeiras, uma mesa proporcional e utensílios adequados ao tamanho do lar. O espaço exibia muita sujidade e desarrumação, pelo que Branca de Neve se dedicou a limpá-lo. Exausta com o esforço, acabou por juntar os pequenos leitos e adormeceu profundamente.
Aquela cabana pertencia a sete anões que habitavam na floresta e que passavam os dias a extrair minério numa jazida próxima.
Ao cair da noite, os trabalhadores regressaram ao seu lar e depararam-se com Branca de Neve a repousar nos seus leitos. Que grande surpresa! Com o alvoroço, a jovem despertou sobressaltada e apressou-se a revelar a sua identidade:
- Chamo-me Branca de Neve.
E os pequenos mineiros, entusiasmados, começaram também a apresentar-se:
- Eu sou o Feliz!
- Eu sou o Atchim e este ao meu lado é o Miudinho.
- O meu nome é Sabichão, e estes são o Dorminhoco e o Envergonhado.
- E eu sou o Rezingão!
- É um enorme prazer conhecer-vos. Respondeu a jovem, passando a relatar o seu trágico percurso. Comovidos, os anões propuseram que ela ficasse a morar com eles, pedido que ela aceitou com agrado, comprometendo-se a cuidar das tarefas domésticas.
Contudo, a perversa rainha, através das revelações do seu espelho mágico, descobriu que a enteada continuava viva e abrigada na floresta com os mineiros.
Possuída pela ira, mascarou-se de uma idosa camponesa muito feia e deslocou-se ao encontro da jovem. Levava consigo uma cesta de fruta, onde se destacava uma maçã de tom vermelho vivo que continha um veneno mortal!
Ao avistar Branca de Neve, saudou-a com falsos modos e ofereceu-lhe o fruto envenenado.
Ao dar a primeira trinca, a jovem desmoronou-se no chão, sem sentidos. A cruel madrasta fugiu e os animais, percebendo o sucedido, alertaram os anões, que correram de volta a casa, encontrando a jovem inanimada.
Lavados em lágrimas, os pequenos amigos construíram uma redoma de vidro cercada de flores para depositar Branca de Neve.
Choravam todos em redor da jovem quando surgiu na floresta um nobre príncipe montado no seu corcel branco. Ao fixar o olhar em Branca de Neve, o principe sentiu um amor imediato e, num gesto impensado, beijou-a nos lábios. Branca de Neve abriu os olhos: o feitiço quebrara-se!
Os sete anões dançaram de pura felicidade e a jovem ficou encantada com o seu salvador!
O príncipe conduziu Branca de Neve para o seu palácio real, onde celebraram o casamento e viveram plenamente felizes para sempre.
A cruel madrasta tinha em seu poder um espelho com propriedades mágicas, ao qual questionava diariamente:
- Espelho meu, espelho meu, existirá no mundo alguma mulher com mais beleza do que eu?
E a voz do espelho replicava:
- De forma alguma, minha soberana, continuas a ser a mais bela de todas!
Contudo, numa determinada manhã, ao ouvir a habitual pergunta, o objeto respondeu:
- Possuis um encanto magnífico, minha rainha, porém Branca de Neve é agora a criatura mais bela do mundo!
Cega de raiva, a rainha ordenou a um dos seus caçadores que conduzisse a jovem até à floresta profunda para a executar, exigindo o coração da menina como prova do ato.
No entanto, o homem sentiu compaixão pela jovem e implorou-lhe que fugisse para longe e nunca mais regressasse àquelas paragens.
Perdida na densa mata, Branca de Neve fez amizade com os animais locais, que a acolheram. Caminhando, deparou-se com uma pequenina habitação e bateu à entrada. Constatando que a porta se encontrava destrancada e sem ninguém por perto, resolveu entrar. Tudo naquele espaço era minúsculo: havia sete caminhas alinhadas, pequenas cadeiras, uma mesa proporcional e utensílios adequados ao tamanho do lar. O espaço exibia muita sujidade e desarrumação, pelo que Branca de Neve se dedicou a limpá-lo. Exausta com o esforço, acabou por juntar os pequenos leitos e adormeceu profundamente.
Aquela cabana pertencia a sete anões que habitavam na floresta e que passavam os dias a extrair minério numa jazida próxima.
Ao cair da noite, os trabalhadores regressaram ao seu lar e depararam-se com Branca de Neve a repousar nos seus leitos. Que grande surpresa! Com o alvoroço, a jovem despertou sobressaltada e apressou-se a revelar a sua identidade:
- Chamo-me Branca de Neve.
E os pequenos mineiros, entusiasmados, começaram também a apresentar-se:
- Eu sou o Feliz!
- Eu sou o Atchim e este ao meu lado é o Miudinho.
- O meu nome é Sabichão, e estes são o Dorminhoco e o Envergonhado.
- E eu sou o Rezingão!
- É um enorme prazer conhecer-vos. Respondeu a jovem, passando a relatar o seu trágico percurso. Comovidos, os anões propuseram que ela ficasse a morar com eles, pedido que ela aceitou com agrado, comprometendo-se a cuidar das tarefas domésticas.
Contudo, a perversa rainha, através das revelações do seu espelho mágico, descobriu que a enteada continuava viva e abrigada na floresta com os mineiros.
Possuída pela ira, mascarou-se de uma idosa camponesa muito feia e deslocou-se ao encontro da jovem. Levava consigo uma cesta de fruta, onde se destacava uma maçã de tom vermelho vivo que continha um veneno mortal!
Ao avistar Branca de Neve, saudou-a com falsos modos e ofereceu-lhe o fruto envenenado.
Ao dar a primeira trinca, a jovem desmoronou-se no chão, sem sentidos. A cruel madrasta fugiu e os animais, percebendo o sucedido, alertaram os anões, que correram de volta a casa, encontrando a jovem inanimada.
Lavados em lágrimas, os pequenos amigos construíram uma redoma de vidro cercada de flores para depositar Branca de Neve.
Choravam todos em redor da jovem quando surgiu na floresta um nobre príncipe montado no seu corcel branco. Ao fixar o olhar em Branca de Neve, o principe sentiu um amor imediato e, num gesto impensado, beijou-a nos lábios. Branca de Neve abriu os olhos: o feitiço quebrara-se!
Os sete anões dançaram de pura felicidade e a jovem ficou encantada com o seu salvador!
O príncipe conduziu Branca de Neve para o seu palácio real, onde celebraram o casamento e viveram plenamente felizes para sempre.